Programação

Os filmes em destaque dessa edição englobam Minha Raiz da diretora belo-horizontina Labibe Araujo que será exibido na sessão de abertura no dia 8 de março e contará também com o filme Sou MC Carol, 100% Feminista direção Merícia Cassiano. Destaca-se também os trabalhos da diretora carioca Milena Manfredini Camelôs e Eu preciso dessas palavras escritas, o filme Mortalha de Grazie Pacheco e o longa As Pastoras: vozes femininas do samba de Juliana Chagas. “ A revelia das pesquisas alarmantes sobre a não presença de mulheres negras na direção de longas metragens no cinema nacional de grande bilheteria, as quais no ano passado já fizemos coro nas denúncias de falta de incentivo. As diretoras negras vêm a cada ano mostrando sua crescente potência no cinema e trazendo temáticas diversificadas abordando desde o racismo, a arte urbana, a luta antimanicomial, como destacando e dando visibilidade à vida e carreira de artistas como Mc Carol, Tia Surica, Neide Santana, Áurea Maria e Jane Carla.comenta Letícia Souza também curadora e idealizadora da mostra. Além desses, dois filmes nacionais com a temática trans também se sobressaem, Lui direção de Denise Soares e Azul Vazante dirigido por Julia Alqueres.

Dos internacionais entram em destaque os curtas Blessy de Susana Gonzáles, Sílvia Cepero e Carme Gomila – Espanha,  Como o sol de Hana Mahmuod – Egito, Marzieh de Dornaz Hajiha – Iran, e os espanhóis Organizar o (Im)Possível de Carme 

Gomila e Tonina Matamalas e Em vez de nada de Brenda Sabater, dos longas internacionais foi apontado Zuguleaiñ: nós falaremos da chilena Kell Baur. Dentre os filmes mais descontraídos estão a comédia francesa O escritório de bolas achadas e perdidas de Camille Nahum e a animação brasileira Òpárá de Òsún: quando tudo nasce direção Pâmela Peregrino que cabe para todas as idades.

 

A programação da M.C.F é geralmente dividida por temas, cada sessão costuma levar consigo uma pauta dentre às diversas lutas feministas. Este ano as curadoras ressaltam 5 dentre as 27 sessões apresentadas. As novidades no que se refere às sessões programadas esse ano são, um momento voltado para os homens através do debate sobre masculinidade e machismo intitulada Desconstruindo a masculinidade tóxica e uma sessão dedicada a pensar o gênero terror com o olhar das mulheres nomeada de Não mexe comigo que eu não ando só! . Além dessas, as programadoras destacam a sessões que tratam sobre acessibilidade, aborto e transexualidade:

Para ter acesso a programação na integra : programaçãoPortugues

 

O Mistério da Carne | Rafaela Camelo | 18 min| DF – Brasil | 2018 | Fic Abençoado seja o domingo que é dia de encontrar Giovana. 

*Em lugar de nada | Brenda Sabater | 37 min | Espanha 2018 | Doc Esse média-metragem, é um ensaio autobiográfico, uma exploração do erro e do acaso por meio do que a diretora considera o maior erro de seus pais, em busca de perdão e de uma inocência subjacente. Esse retorno ao passado se depara com uma impossibilidade: o presente se impõe a cada gesto, expressando uma forte resposta às questões existenciais que emergem do jogo de poder que pulsa por toda a família em um sistema de vítimas e executores.